terça-feira, 10 de maio de 2011

Rafinha Bastos posa de “Jesus Cristo” para revista

O humorista Rafinha Bastos está causando muita polêmica por causa da entrevista que concedeu a revista Roling Stones e para a qual posou de Jesus Cristo com uma suposta coroa de espinhos na cabeça.


“A religiosidade sempre foi um dos temas que eu gostei de abordar. Poder fazer isso de uma forma tão representativa e para uma revista tão forte, eu tô com muito orgulho disso que a gente fez.”
Eu gosto de incomodar, declarou o humorista. “Não gosto de achar que estou querendo educar ou passar uma lição.”
Rafinha tem demonstrado que gosta muito da questão religiosa. Em seu Twitter ele posta temas que muitas vezes mencionam “Jesus Cristo,” postando vídeos de músicas como “Jesus Cristo Vai Voltar,” por exemplo.
Em um de seus comentários polêmicos que levou os moradores de Rondônia a fazerem diversas críticas ao apresentador do CQC, ele fez comentários sarcásticos que se tornaram insultos à população de Rondônia.
“Se Deus é brasileiro saibam que ele sacaneou Rondônia.”
Rafinha disse, “o diabo fala português, ah já sei em que estado ele nasceu…” ironizando que o diabo teria nascido em Rondônia.
O humorista ao longo de sua carreira fez outros comentários aos temas religiosos, como em 2009 em que disse que a “Igreja deveria estar falando, a começar por mim(!).”
Ainda no mesmo ano em 2009 ele fez uma performance com Daniel Gifoni com o tema “Judas não era um traidor.”
O poder da ressurreição 

Romanos 6:11 - Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. 

A ressurreição de Cristo é um dos fundamentos da fé cristã. Sabemos que a vitória de Jesus contra a morte é um fato histórico que sustenta a crença de milhões de cristãos, que reconhecem queo Salvador está vivo e operante no mundo.

A ressurreição deve ser experimentada. Por 51 vezes, o Novo Testamento utiliza a expressão "em Cristo Jesus" para fortalecer nossa certeza de que a vida do Filho de Deus é que sustenta a Igreja na face da terra.

Experimente a comunhão com o Cristo Vivo! Ele quer fortalecer você!
 

terça-feira, 22 de março de 2011

BAÚ: IDEIA DO TWITTER NASCEU EM 1992, INSPIRADA EM TAXISTA



O Twitter completa nesta segunda-feira 5 anos no ar. Mas a ideia do serviço, acreditem, vem de 1992. O programador Jack Dorsey, aos 15 anos, produzia softwares para que taxistas dissessem onde estavam. E daí pensou: por que não permitir às pessoas fazerem o mesmo?


O projeto ficou na gaveta até 2006, quando nasceu o Twitter. Entrevistei Jack para o Link em 2009. A reportagem foi publicada no dia 12 de março, quando a rede de microblogging fazia 3 anos.


Uma curiosidade: na ocasião, a previsão dos próprios responsáveis pelo Twitter era de que o serviço estourasse em 5 anos. Mas só foram necessários alguns meses para virar este “monstro” que é hoje.


Outra curiosidade: na entrevista, Jack conta porque no Twitter só cabem 140 caracteres: é o número máximo para mensagens SMS. Sim, o Twitter foi pensado para SMS originalmente.


Um homem de poucas palavras


Ele está com a caixa de e-mails lotada de pedidos para entrevistas. Todos os dias, é pelo menos mais uma dezena que chega. Há três anos, Jack Dorsey era apenas um desconhecido programador de softwares para rastreamento de táxis. Hoje, tornou-se @jack, acompanhado por mais de 140 mil pessoas, que querem saber o que ele pensa e faz. Tudo por causa de uma ideia que teve aos 15 anos, estreou quando tinha 29 e transformou-se no maior sucesso digital agora que ele tem 32: o Twitter.


Dorsey é idealizador do serviço onde as pessoas expressam suas ideias, opiniões e informações em apenas 140 caracteres. Uma ideia que nasceu em 1992, quando Jack se inspirou no trabalho que fazia: se era possível usar tecnologia para taxistas dizerem onde estavam, porque não daria para as pessoas fazerem o mesmo? Tecnologicamente, só foi possível em 2006, quando, também, Jack convenceu o criador do Blogger, Evan Willians, a apostar na ideia.


Hoje, de The New York Times, Techcrunch e The Guardian ao Link, todos os veículos do mundo só falam de sua ideia, que tem quase 20 anos. Muito barulho? “Sim. Estamos muito contentes com isso. Mas no fim das contas, foram três anos em que trabalhamos muito”, disse ao Link.


Jack é, como assume, de poucas palavras. A maioria de suas respostas ao telefone poderia ser “twittada” em 140 caracteres. E esse é um dos motivos para uma das principais características do Twitter: o texto curto. “Com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas. A ideia é minimizar os pensamentos.”


Outra razão para os 140 caracteres é técnica. Muitos celulares não enviam mais de 160 caracteres em uma mensagem SMS – necessária para postar no serviço de forma móvel. Então, 20 caracteres ficam para o nome de usuário e o resto para o texto em si. “O Twitter nasceu para o celular. Foi por isso que só estreou em 2006, porque havia tecnologia para isso”, diz. A ideia era que cada um “twittasse” respondendo à pergunta “o que você está fazendo agora?” e isso poderia ser acompanhado por quem se interessasse.


À primeira vista, o Twitter é uma rede social: você adiciona pessoas e pode conversar com elas. Só que conta com uma pitada de autopublicação e instantaneidade e a troca de informações é frenética. Mas Jack recusa o rótulo. Para ele, rede social é organizar relações com amigos. “O Twitter é mais uma rede de notícias, onde cada um atualiza em texto a sua vida. Quem quiser, segue. Não é preciso ser amigo. Uma pessoa pode te seguir e você pode não querer segui-la.”


E essa “rede de notícias” ganhou vida própria. O celular, embora seja o meio predileto de Jack, que “twitta” o dia todo, não tornou-se – pelo menos ainda – preferência entre os usuários. A maioria, diz, usa o PC. Já a ideia original de se contar o que se está fazendo deu origem a um sem número de finalidades. “Não há regra. Uns falam sobre a vida ou postam links; outros ‘twittam’ das férias. É um serviço que está se definindo. A tecnologia é nova. Todos os dias as pessoas acham novas utilidades.”


O serviço já virou plataforma de campanha de Barack Obama, serviu para que vítimas dos ataques em Mumbai em 2008 mandassem relatos ou que pousos forçados de aviões fossem noticiados. Além, lógico, de fofoca. A atriz Demi Moore se transformou em sua própria papparazzi e o Oscar foi comentado ao vivo por quase toda comunidade.


Assim o Twitter conquistou seus atuais 6 milhões de usuários, a maioria em EUA e Japão, mas o Brasil está “entre os dez mais”. Em um ano, o serviço cresceu 900%. Mas ainda há um desafio: falar com as massas. Hoje, internautas antenados, como blogueiros, jornalistas e celebridades habitam o serviço. Só que os “menos experientes”, ainda não.


Evan Williams, já disse que, para tornar-se para qualquer usuário, seria necessário cinco anos. Jack, porém, não arrisca um prazo, mas diz que esse movimento já está acontecendo. “Há um ano e meio, éramos só para early adopters. Isso já começou a mudar.” Para ele, a presença cada vez maior de personalidades deve atrair a massa.


Nesse processo, prevê, o serviço deve mudar para ficar ao gosto do novo freguês. O que seria isso? “Não temos ideia. Os novos usos das pessoas estão nos guiando.” Como deve ser o Twitter daqui a dois, cinco anos? “Não sei. É esperar para ver.”


Projeto ficou 17 anos na gaveta


Dos táxis para os celulares e PCs. A ideia de permitir às pessoas enviar textos curtos e constantes vem da dinâmica das cidades. Da mesma forma que produzia softwares para que taxistas pudessem informar a uma central onde estavam, Jack Dorsey, então com 15 anos, em 1992, imaginou que poderia permitir às pessoas comuns publicarem status de seu dia a dia. No final, tudo convergiria para uma forma de sentir o que a cidade estava fazendo e pensando naquele momento.


O projeto ficou adormecido até 2000. No ano, quando ainda fazia softwares para táxis, Jack desenhou em uma folha de papel o esqueleto do que viria a ser o Twitter. “Mas ainda não havia tecnologia que permitisse a mobilidade.” E o Twitter voltou para a gaveta.


Em 2006, o programador foi trabalhar em uma empresa chamada Odeo, de podcasting. Aí sim. Foi lá que Jack conheceu o criador do Blogger – que havia vendido o serviço para o Google havia três anos –, Evan Williams, que era o dono da Odeo na época. Lá também trabalhava outro programador, Biz Stone. “Mostrei para o Evan o projeto. Ele gostou e me pediu para desenvolver um protótipo em duas semanas, o que o Biz me ajudou a fazer.” É por essa junção que tanto Evan como Jack e Biz são considerados criadores do Twitter.


O nome dado ao serviço, inclusive, foi um processo curioso. Os criadores estavam em busca de uma nomenclatura que significasse “um movimento físico”. “Quando você recebe uma mensagem do Twitter no celular, ele vibra com um som parecido com ‘twitch’. Fomos olhar no dicionário palavras semelhantes a isso. Encontramos Twitter, que significa “espalhar informações inconsequentes” e o gorjeio de pássaros. Descrevia muito bem o serviço.”


Em março de 2006, o serviço foi lançado para testes internos. E em agosto, teve estreia para o público em geral. No começo, o Twitter não era o produto principal da empresa. Mas tornou-se a partir de abril de 2007, quando a Odeo viu que não haveria como competir com a Apple na área de podcasts. E uma nova empresa foi criada, com, além de Evan, Jack e Biz como donos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Tudo que Buda queria era Jesus

        Buda disse que viver é sofrer; e que o sofrimento é fruto do desejo; e, desse modo, a vitória sobre o sofrimento seria a mortificação do “eu” pela via do desapego a todas as coisas; a tal ponto que o total desapego colocaria a pessoa no estado de iluminação que o Buda alcançou; entrando-se, desse modo, no Nirvana — estado no qual todos os desejos já deram lugar a aceitação, e o ego se dissolveu no todo universal; continuando existente no todo, porém sem consciência de si e sem qualquer pessoalidade. Ou seja: tem-se que dissolver a consciência de si mesmo no todo universal a fim de se ter uma paz que não sabe de si.
      Ora, apesar disso, tem-se que admitir que Buda afirmou algumas coisas semelhantes ao que Jesus ensinou. Mas há grandes diferenças.
       Em Jesus o “eu” a ser posto na cruz é o “si-mesmo”, que tem que dar lugar a um eu rendido ao amor. Tomar a própria cruz e seguir a Jesus, não é, todavia, um exercício de desistência do eu, mas sim de sua falsificação, que é o “si-mesmo”. Isto porque para negar a si mesmo, tomar a cruz e segui-Lo —, há uma grande demanda, não de desistência do eu, mas de fortalecimento dele em seu estado mais essencial; pois, somente quando o “si-mesmo” é crucificado é que o eu começa a sua própria jornada sobre a realidade; e não mais sob os auspícios dos desejos ilusórios.
      Assim, Jesus diz que no mundo se tem muitas aflições. Não diz que viver é sofrer, mas afirma que se tem muita da dor na existência. Seu ensino, todavia, não nos convida para um esforço contra os desejos e paixões que só podem ser vencidos se a pessoa morrer junto e por inteiro em sua pessoalidade.
     Por isto, ao invés de ensinar a negação como evasão da vida, Jesus ensina o “bom ânimo” como inserção na vida!
Sim, ao invés de lutar contra os desejos, Jesus ensina que no mundo há aflições, frustrações, injustiças, iniqüidades, e dor; mas combate tudo isto com “bom ânimo”.

     Afinal, chega um ponto em que depois de todas as paixões e desejos, a própria existência trata de fazer de quase todo homem um budista sem nem ao menos a evasão para o Nirvana. Por isto, pode-se dizer que depois do Encontro com a Existência, o maior desejo passa a ser de morte; ainda que a maioria não saiba. Daí, sem esperar que a vida esmague ninguém, porém afirmando que as dores são inevitáveis, Jesus manda ter “bom ânimo”; pois, de fato, é o bom ânimo o poder que combate o desejo mais essencial que habita os humanos, que é a pulsão de morte e de suicídio maquiado.
     Jesus nunca jejuou para matar nada. Seu jejum era para ficar só e concentrar todo o Seu foco humano na tarefa que historicamente começava. Entretanto, Nele não há angustia de ser, como havia em Buda. As angustias de Jesus não são conflitos existenciais, mas reações naturais e humanas frente à dor real e infligida como tortura e morte. Mas não há nenhuma outra angustia Nele. Porque Jesus não “deseja” nada, nunca teve qualquer dos conflitos de Buda.
Sim, Buda tem que lutar para se iluminar. Jesus é a Luz. Buda tem um si-mesmo em conflito com seu eu. Jesus é ego-amor. Buda tem que experimentar roteiros e buscar o mais sábio, segundo sua percepção. Jesus é o Caminho. Buda se ausenta da vida e medita. Jesus fica em silencia público trinta anos, medita, e entra na vida em sua
plenitude, e com todos. O Buda não chora. Jesus chora. O Buda não ri. Jesus gargalha. O Buda não bebe. Jesus é acusado de ser bebedor de vinho. O Buda se recolhe em reclusão permanente. Jesus manda que jamais se faça assim.

     O Buda diz: “Meu ensino é como uma balsa para atravessar um rio. Seria loucura, depois da travessia, levar a barca por aí”. Jesus, todavia, não se diz uma balsa para um tempo de travessia, mas diz ser o Caminho onde quer que haja Vida a ser experimentada; seja na travessia; seja em terra firme ou não; seja para aqui, seja para além; seja para a vida, seja para a morte; seja em tempos de angustia ou de paz — Jesus não é temporário.
     Além disso, é a naturalidade de Jesus e Seu senso de propriedade e bom senso, aquilo que nos mostrar o que significa estar no mundo, vive-lo sem medo, e, ao mesmo tempo, não ser do mundo; porém sem nenhuma evasão.
O Buda não venceu o mundo, mas apenas encontrou uma porta de alienação, que antes de tudo é uma Psicologia do Impessoal. Jesus venceu o mundo, pois, nele amou a todos; e se deu por todos; e, antes de morrer por amor, viveu entre os homens, em suas casas, com suas dores, curando-lhes os males, sorrindo com suas alegrias, defendendo-os de inimigos perversos, expulsando demônios e devolvendo as pessoas à família e à vida.
Buda diz Não-Eu! Jesus diz: Eu Sou!

    O caminho da consciência em Buda leva ao mergulho na Inconsciência. O caminho da consciência em Jesus leva a conhecer a Deus como somos por Ele conhecidos.
    Assim, Buda é um homem querendo paz no Nirvana. Jesus é Deus chamando os homens a Si mesmo; pois, em Jesus, o convite não é para o nirvana-céu, mas para a experiência eterna e crescente na consciência em Deus.
Buda queria o caminho da paz e da harmonia, para si e para os outros. Jesus é a Paz. E ele é o Caminho.
Assim, como uma criança, digo: Tudo o que Buda desejaria de melhor significaria, na História, ter conhecido a Jesus!

     Nele, a Quem todos buscam, mesmo quando não sabem.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

REFAV - RETIRO ESPIRITUAL FONTE DE ÁGUA VIVA

      Paz de Cristo a  todos.
      Aconteceu nos dias  26 e 27 de Fevereiro de 2011 ,  o 1º  retiro intitulado como REFAV - Retiro Espiritual Fonte de Água Viva . Tivemos uma vigília e posteriormente pela manhã um aprendizado da palavra de Deus,  onde sem dúvida a presença de Deus foi real naquele local. 
     Convidamos as demais Mocidades do ministério Igreja do Monte para que participe do próximo REFAV.
      Segue abaixo as fotos do REFAV.
      

Hudson - Igreja do  Monte - Sede








Em  breve haverá o próximo REFAV.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SEDE MEUS IMITADORES




        Uma das expressões do apóstolo Paulo que sempre me incomodaram foi sua afirmação enfática e repetida: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.”

        Na verdade, acho muito presunçoso, talvez até mesmo arrogante, alguém fazer tal declaração.

        Aceitá-la da boca de Paulo não me parece tão difícil. Afinal, ele foi um apóstolo, ouviu a voz do Senhor, suas cartas foram inspiradas e estão inseridas no Texto Sagrado, viveu como poucos uma vida de intensa consagração, serviço e dedicação a Cristo, comprometeu-se até a morte com o Reino de Deus.

       Uma pessoa com as credenciais de Paulo poderia afirmar com certa segurança: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo.” Mas como alguém, com minhas credenciais, consegue fazer tal afirmação?

       Se não consigo fazer uma afirmação assim por falta de coragem, convicção, por achar que não sou uma imitação confiável de Cristo, surge outro problema, certamente mais grave: se não imito a Cristo, a quem imito?

        Sabemos que a vida não existe em si mesma, como uma realidade auto-suficiente, auto-criadora.

        Fomos criados, gerados. Temos desejos e ansiedades, gostos e vontades, e tudo isso expressa nossa natureza, reflete aquilo que somos.

        São nossos desejos que nos impulsionam, determinam escolhas, riscos e rumos. A vida é o reflexo de tudo isso, somos um espelho daquilo que desejamos.
        O apóstolo Paulo, ao falar da imitação de Cristo, assume a natureza da imagem de Deus na qual fomos criados.

        É a partir desta doutrina que ele afirma sua identidade e reage aos riscos da idolatria.

        No Salmo 115, o salmista diz que aqueles que fazem, confiam e adoram ídolos tornam-se semelhantes a eles.
        Refletimos aquilo que adoramos. O problema maior da idolatria não são os ídolos, mas a descaracterização daquilo para o que fomos criados.

        Paulo, em sua carta aos romanos, descreve com clareza alarmante o estado deplorável dos homens que trocaram a glória de Deus e passaram a adorar outros deuses, ídolos e a si mesmos.

        Esses homens, diz Paulo, perderam o juízo, a sanidade, tornaram-se loucos, insensatos, desumanos, depravados e perversos.

        Reflexos daquilo que adoravam. Fomos criados para adorar Deus e refletir sua imagem. Isto nos ajuda a rever nossa própria identidade.

        Paulo afirma que não pertence a si mesmo, que foi comprado por bom preço (1Co 6.20), que seu corpo é morada do Espírito Santo, que sua vida existe para glorificar Deus.

       Ao dizer “sede meus imitadores…”, Paulo não está pretendendo ser melhor, mais santo, mais puro, mais correto do que os outros.

       Não se coloca numa posição de destaque com a arrogância comum de líderes narcisistas. Ele apenas reconhece quem adora e diante de quem sua vida é vivida.

       Muitas vezes paramos de crescer porque esquecemos nosso destino, passamos a adorar outros ídolos, perdemos de vista a humanidade perfeita de Cristo, tornamo-nos reflexos de uma glória passageira, da nossa própria vaidade e egoísmo.

       É uma doutrina que mostra que a vida cristã é dinâmica, e não estática. Caminhamos em direção a Cristo ou retrocedemos em direção à apostasia.

       Ao dizer “sede meus imitadores…”, Paulo expõe sua vida, torna sua fé uma expressão pessoal e comunitária.
       Ele convida a Igreja a olhar para as transformações que o Evangelho fez em sua vida.

       Ele não é o tipo de pensador que esconde a dinâmica da vida, ou do teólogo que se esconde atrás da academia.

       A mente, para Paulo, não é um substituto para a vida. Ele se oferece como uma carta viva, um exemplo real.

       Ele abre sua vida à comunhão e aos afetos. Ele sofre porque vive o que ensina, porque é sincero e verdadeiro em sua pregação.

      O convite para imitá-lo é um convite para a comunhão, para andar junto, conhecer e ser conhecido, para seguir em direção a Cristo, amadurecer, amar, perdoar, crescer.

      É assim que Paulo entende a dinâmica da fé, a experiência com Deus, o significado da teologia e a importância da doutrina.

      Para ele, tudo isso desemboca numa vida mais humana, mais verdadeira, transparente, pessoal e relacionai.

      O propósito da espiritualidade cristã é o nosso crescimento em Cristo, nossa conformidade com Ele.

      O propósito da oração, das Escrituras, dos sacramentos, da comunhão dos santos, da adoração, da vocação e da missão é o de nos tornar mais semelhantes a Cristo.

      Ao afirmar “sede meus imitadores…”, Paulo rompe com qualquer forma de idolatria.

      Uma vez que imita Cristo, significa que não adora nenhum outro deus, que não reflete nenhuma outra glória, que não espelha nenhuma outra realidade que não seja Cristo.

      Para Paulo, a verdadeira experiência espiritual não consiste em sentir-se bem, provar sensações ou emoções arrebatadoras, buscar um ajuste social ou psicológico, mas em ser convertido e transformado por Cristo, em esquecer-se das coisas que ficaram para trás e seguir em direção ao prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.13,14), em “chegar ao pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.13).

      Para Paulo, não chegava a ser nenhum absurdo afirmar: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.”

      Não havia nenhuma arrogância em suas palavras, nenhuma prepotência, apenas a certeza de que era a Cristo, e a nenhum outro, nem mesmo seus próprios interesses, que seguia.

      Tinha a certeza de que sua vida refletia a glória de Cristo, seus sofrimentos, sua alegria e seus propósitos.
      A segurança e a serenidade de que podia se expor, ser verdadeiro, pessoal, humano, afetuoso e simples em seus relacionamentos.

      Talvez a dificuldade de muitos em fazer esta afirmação é que temos desenvolvido uma espiritualidade menos pessoal e mais institucional, burocrática, acadêmica, racional.

      Buscamos mais experiências, informação, estruturas eclesiásticas, programas e sensações espirituais, e menos a Cristo e a transformação Nele.

      Refletimos mais o mundo com suas ambições, ansiedades, temores e ambigüidades do que a Cristo com seu amor, graça, perdão e salvação.

    “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” é a declaração daqueles que amam a Cristo, que seguem no caminho do discipulado, que não se interessam por nenhuma outra coisa que não seja Cristo e sua perfeita humanidade, que não desejam nada a não ser a comunhão com sua vida, sofrimento, alegria e glória.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

LIÇÕES DE VIDA - CHARLIN CHAPLIN



Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.